25/11/2015

Coma primeira queda no número de linhas ativas da história do setor de telefonia celular em 2015, as teles acreditam que a redução na quantidade de chips deve se repetir em 2016. Em setembro deste ano, o SindiTelebrasil - que representa as principais companhias do setor - registrava 275 milhões de Unhas ativas no País, perda de 1% em relação ao fim do ano passado.

Osetor pede mudançana tributação do setor para tentar conter essa queda.

"E a primeira vez na história que cai o número de chips. Isso se deve aomenor consumodas pessoas, ao crescente uso de aplicativos de mensagens e à queda da tarifa interconexão nas chamadas para números de outras operadoras. Com isso, as pessoas não têm interesse em ter mais de um chip", explica o presidente- executivo do SindiTelebrasil, Eduardo Levy.

Segundo o presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, esse movimento de se felar menos e enviar mais mensagens de texto também é visto em outros países, mas o Brasil lidera essa migração no mercado latinoamericano devido ao aumento do número de smartphones no País. "Em 2016, praticamente a metade das receitas das companhias no Brasil virá dos serviços de dados. As operadoras esperavam uma transição mais lenta", diz o especialista.

A queda de chips ativos no País ocorreu principalmente no modelo pré-pago, com queda de 4,5% até setembro, equivalente a cerca de 10 milhões de Unhas. Já o pós-pago registrou um ligeiro aumento de0,3% no mesmo período. "O Brasil vive uma transição que explodiu esse ano", acrescenta Tude.

Tarifa. Estudo da União Internacional de Telecomunicações (UIT) põeo Brasil, anoapós ano, entre os países com serviço mais caro de telefonia do mundo, estimando o minuto de ligação em US$0,55. A SindiTelebrasil e a Teleco desenvolveram levantamento paralelo e dizem que os dados do órgão Ugado àONUnão condizem à realidade. Segundo as entidades, o valor médio do minuto no País é de US$ 0,04. Entre 18 países, o valor só seria inferior na Rússia, na China e na índia.

Fonte: Eduardo Rodrigues - O Estado de S. Paulo