23/04/2013

As duas operadoras menores, que atendem apenas a pequenas áreas no país, a Sercomtel e a CTBC, são as melhores avaliadas entre os usuários da telefonia móvel, com aprovação de 63,8% e 61,9% respectivamente dos clientes pré-pagos e 61,1% e 55,9% dos pós-pagos. A terceira posição é ocupada pela Vivo, com aprovação de 61,3% dos usuários pré-pago e 55,6% dos pós-pagos.

A Claro, em quarto, foi aprovada por 60,9% dos usuários de planos pré-pagos e 54,7% dos pós-pagos. Na quinta posição está a Oi, com a avaliação positiva de 59,9% dos usuários de celulares pré-pagos e 49,9% de pós-pagos. A última colocação é da TIM, com aprovação de 58,6% dos clientes pré-pagos e 49,8% dos pós-pagos.

O levantamento foi realizado pela Meta Instituto de Pesquisa, contratada pela Anatel, que ouviu mais de 41,3 mil usuários da telefonia móvel dos planos pós-pagos e 41,5 mil dos pré-pagos. A divulgação dos resultados ocorreu nesta terça-feira (23) no escritório da agência em Recife (PE).

Região

O índice de satisfação com o serviço móvel entre os usuários de planos pós-pagos é maior nos estados da região Sul: Santa Catarina (55,2%), Paraná (55,1%) e Rio Grande do Sul (54,9%). Na região Sudeste, a serviço é mais bem avaliado em São Paulo (54,7%), enquanto que na região Centro-Oeste, o destaque é para o estado do Mato Grosso do Sul (54,1%). Na região Norte, a avaliação melhor é dos clientes de planos pós-pagos de Rondônia (53,5%) e na Nordeste, os usuários do estado de Alagoas (52,7%). A pior avaliação é dos clientes do serviço no estado do Ceará (49%).

Entre os clientes pré-pagos, o índice de satisfação é maior no Rio Grande do Sul (62,9%) e Santa Catarina (61,7%). O estado do Mato Grosso (61,5%) é o mais bem avaliado da região Centro-Oeste. Já São Paulo (61%) lidera o índice de satisfação no Sudeste, enquanto Rondônia (61,1%) fica na frente na Região Norte. Os usuários do pré-pago em Pernambuco (60,9%) são os mais satisfeitos na região Nordeste. A pior avaliação é dos clientes do serviço em Roraima (57,7%).

A pesquisa mostra também que os usuários sem escolaridade estão entre os mais satisfeitos com o serviço móvel: 63,5% dos que usam planos pré-pagos e 59,2% dos pós-pagos. Assim como os clientes com menor faixa de renda: 61,7% dos que usam pré-pagos e que ganham até dois salários mínimos e 59,6% dos clientes pós-pagos com igual remuneração.

TIM contesta

Por meio de nota, a TIM criticou o “ranking” médio entre operadoras divulgado na pesquisa. Segundo a operadora, esse índice demonstra (por resultados e desvio padrão) como todas as grandes prestadoras no período considerado participam da mesma categoria de avaliação da pesquisa. “Trata-se de um indicador importante no que diz respeito à relevância do serviço móvel e da contribuição do setor para a sociedade, mesmo não representando o atual cenário de prestação dos serviços. As entrevistas foram iniciadas há mais de um ano, ainda em 2011 (períodos de junho a outubro/11, fevereiro a março/12 e agosto a outubro/12) e, entre outros fatores, não refletem os resultados decorrentes do Plano de Melhorias do SMP”, sustenta a operadora.

- É importante destacar que a TIM é a empresa que encerrou o ano de 2012 como a operadora de telefonia móvel menos demandada nos Procons integrados ao Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (SINDEC), melhorando sua colocação em duas posições na lista divulgada pela Senacom [Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça] em relação a 2011. No ranking do Cadastro de Reclamações Fundamentadas da Fundação Procon São Paulo – que reúne o maior contingente de consumidores do Brasil – a operadora não figurou na lista das 10 empresas mais reclamadas”, destaca a operadora na nota.

E acrescenta: “Em 2013, a TIM continuará direcionando seus esforços para garantir a satisfação dos clientes, com aprimoramento dos serviços e redução das reclamações em todos os canais de relacionamento com o consumidor. Esse trabalho poderá ser acompanhado pelos clientes no site Portas Abertas (www.tim.com.br/portasabertas), iniciativa inédita da companhia no mercado de telecomunicações e que mostra aos consumidores – de forma didática e transparente – a evolução da rede da empresa e as ações de melhoria realizadas. No triênio que vai até 2015, a companhia aplicará R$ 10,7 bilhões no Brasil, sendo mais de 90% desse valor destinado para investimentos em infraestrutura”.

Fonte: Lúcia Berbert - TeleSíntese